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domingo, 26 de janeiro de 2014

Olá, faz algum tempo que não apareço por aqui, mas estou vivinha e cheia de ideias.





 Felicidade

Segui tanto os teus rastros, corri em meio a poeira, sofri de palpitação, enchi os tubos dos que estavam próximos, só para poder me aproximar de ti. Perseguida e escorregadia, tu não me parecia assim tão indiferente, só talvez esperasse o momento de aprendizado coerente de minha parte. Vacilei, sei hoje isso, mas se até Marte é perseguido, pois custava tu ceder um pouquinho de tua atenção? Exagerei, pisei na bola muitas vezes, puxei alguns tapetes só pra ver se tu chegava mais rápido, mas era nessas vezes que te via se afastar mais e mais de mim. Tanto fiz, tanto insisti, que chegou o dia que te tive, e me deslumbrei, fiquei ali contemplando tua existência, fundido na minha. Paralisei, achei que era só isso, te conquistar e me esvair em abundâncias, me atirar numa rede, virar pedaço inatingível para os outros, fiquei envaidecido, me achei poderoso, o fruto de tanta insistência tinha surgido, cheguei ao topo, porém, e não sei por que estes poréns existem, talvez só para nos acordar, então chegou o dia da prova, o dia de tu veres se realmente eu era merecedor de ti e quando tu percebeu que eu me fechava dentro de mim mesmo, virando a cara para todos os outros, aí então tu me deixastes, ali, sozinho, comigo mesmo, no meu deslumbramento, na minha abundância, no meu sucesso, sufocado por um vazio de enchimento de coisas fúteis. O sucesso e o poder acabaram comigo, ou será que foi eu quem acabei com eles? Desculpe-me. Te tive nas mãos e não soube te segurar.

Marlene


quinta-feira, 11 de abril de 2013

Trechos



Um pouco do que posto no facebook.

Modéstia

Lá estava num completo entrosamento com seus botões. Eles, os botões, num capricho de lealdade, nunca o ignorava, respondia e respondia as suas imbecis perguntas. Naquele dia estava mais empolgado do que nunca com suas questões filosóficas. Ser ou não ser, ir ou não ir, fazer ou não fazer. Diga-me então, por que sou assim tão indispensável? por que sou tão bom no que faço? será mesmo que não há ninguém que me supere? que tenha pelo menos o meu nível de inteligência? E os botões alí ouvindo, deveras admirado com o entusiasmo e amor narcisista de seu senhor. Ah sim ninguém o supera, respondia os botões, o senhor é indispensável e não existe ninguém tão inteligente. E somente no pensamento e falando também com seus botões, os botões acrescentavam em tom de ironia, e também não existe alguém assim..., assim, ... tão modesto. E ainda os botões com seus botões fazia mais uma observação. Dai-me paciência, só eu mesmo para aturar este senhor, só eu e mais ninguém, não poderia ser outro, ninguém o entenderia melhor, ninguém alimentaria o seu ego tão bem quanto eu, eu realmente sou o cara, a paciência em pessoa, sou o maior diretor das caminhadas de auto confiança, sou um guia perfeito, eu sou insubistituível.
E assim eram os diálogos, senhor e seus botões, cada um com seus admiráveis conceitos sobre si mesmos, um par perfeito, num mundo e no meio de tantas imperfeições.

Marlene

Abraços!

  Olá pessoal!

Dor

Sem palavras, sem ação, mortificada em minha razão. Loucura de inventar feridas para me doer, vou minando minha alma, na triste amargura do viver. Fadado na embriaguez do delírio, invento e invento minha dor. Sou loco, sou doido, sou nada neste mundo de figurantes, onde cada um se veste de dor e se acha o mais ferido, o que bebe o mate mais amargo da vida, o pior, dos piores sofredores. Eu venci, sou o mais triste dos seres, tua dor é um grão de areia, a minha é o deserto inteiro de sofrimento.

Marlene

Abraços!


Olá pessoal!

  E os costumes de interação com o mundo nos afeta deveras. Um ponto forte onde isto acontece é a nossa rotina de assistir aos noticiários. Um monte de sangue sempre sai das telinhas, dos jornais e revistas, mas fazer o que se é exatamente isto que acontece no mundo, na vida. seria melhor se assistíssemos apenas as novelas, de preferência as de amor, de muita ilusão e romantismo, para apagar um pouco a realidade  brutal que nos devora.
 E então ele resolveu viajar num mundo inventado, criado de boas ideias, de boas intenções, ele inventou um mundo a parte, onde não havia violência e os noticiários só davam boas noticias. Ele? quem é ele? também é uma invenção, tenho direito de inventar, de sonhar, de criar o meu melhor.

Marlene

segunda-feira, 1 de abril de 2013


Olá Pessoal!

  O tempo passa tão rápido, ando afastado do blog,  sei que ele está aqui a minha espera, querendo que eu poste alguma coisa, mas no momento não estou fazendo  artesansanato. A família cresceu, minha filha me deu um lindo netinho e estou em um momento de transição, gosto muito de escrever e estou me dedicando a alguns contos, algumas histórias infantis, quero ver ainda algumas destas histórias publicadas, quem sabe.

 Vez por outra costumo escrever algum trecho solto no facebook, eis aqui um dos últimos:



Desenho

Se eu desenhasse um vocábulo, queria desenhar sinfonia, corrente em ar se desdobrando, delinear as dimenssões de ondas, fazer perceber contornos, vibrar em dimenssões de toque, além dos timpanos, além dos sons, grifar em tons bem fortes, em cores de harmonia, sentir fluir em ondas quentes, toda a aventura de dimenssões, grifar, grifar todas as ondas, grifar em relevo, um qualquer soneto, uma sonata, uma parte qualquer desta sinfonia riscada, desenhada, da minha audição para minha visão, para minha sensibilidade tátil. Fundir a essência do absoluto com a sútil vibração sonora.

Marlene

terça-feira, 24 de abril de 2012

Poema


Olá Pessoal!

    
Nuvens cor de rosa

As nuvens cor de rosa, que passaram por aqui,
já foram embora, já foram embora!
Mas não faz mal, guardei tudo na lembrança,
... ... pra poder contar pra ti.

Tudo o que é bom eu guardo,
não quero correr o risco,
de esquecer o que vivi.

Estas são as nuvens, já te falei,
as cor de rosa,
protegidas, bem guardadas,
pra poder contar pra ti.

Outras nuvens, se passaram?
Eu não sei, já esqueci,
estas, eu não faço questão,
de poder contar pra ti.

Marlene 

quinta-feira, 12 de abril de 2012


  Olá Pessoal!




  Acabei de postar no meu face e troxe pra cá, espero que gostem.
- Porque tu está rindo Creusa?
- Não sei, acordei assim, tô achando graça de tudo.
- tipo o que?
- hoje quando levantei, tropecei e cai na risada, não consegui parar de rir.
- você só pode estar doida. E depois, o que aconteceu.
... - bom, fui no banheiro, fiz meu xixi e quando fui lavar o rosto dei de cara comigo no espelho, comecei a rir de novo, nossa como sou feia.
- tu tá brincando né?
- não to rindo mesmo - e Creusa começou a rir novamente.
- tá daí passou a crise, fim de papo.
- nada, quando pensei que tinha passado abri a janela pra arejar a casa e dou de cara com a vizinha xingando o cachorro, por que ele tinha feito cocô no pátio, aí caí na risada de novo.
E Creusa teve uma crise de riso na frente da amiga.
- tá e agora criatura, o que foi?
- tô pensando no pobre do cachorro, claro que ele tem que fazer cocô no pátio, vai fazer no vaso sanitário? kkkkkkkkkk - Creusa ri muito.
- para criatura, tu vai ter um troço.
- imagina, se ele tem fiófu, é claro que ele vai fazer cocõ.- e Creusa se dobra de tanto rir.
- tu tá lou..... e Mirtez não consegue terminar a frase.
Mirtez começa a rir também, aí eram duas, riam, riam de tudo
e riam de si, riam de chorar, riam de sorrir, riam sem parar.

Marlene
É tão bom a gente rir, vamos experimentar rir mais em vez de ficar achando tudo um tédio, tudo um infortúnio, ria da vida, ria de si mesmo, faz bem para alma.