Olá Pessoal
Exímio
_Que bom este sorvete, creme e amendoim.
_Amendoim? Parece que há um equivoco ai, não fazemos sorvete de creme com amendoim.
_Não?! Mas a sensação gustativa não me deixou dúvidas, a textura, olfato. Não posso estar enganado.
_Pois está, não usamos amendoim no sorvete de creme.
_Seria possível o senhor estar enganado? Talvez esteja confuso, esquecido. Não posso duvidar dos meus sentidos, eles nunca me traíram.
_ Aconselho o senhor provar um pouco mais. Tome um pouco de água, faça bochecho, pode ser que os sabores anteriores estejam a lhe confundir.
_Meu amigo, o senhor não está entendendo, meu paladar é por demais preciso, não há possibilidade de erros.
_Não admitir.erros, já é um erro camarada, .
_O senhor não me conhece, então não me julgue.
_ E o senhor não teime comigo, sobre uma coisa ao qual faço e refaço todos os dias, talvez até de olhos fechados.
_Senhor...
Houve uma pausa na interlocução, por um momento parecia que o vivente iria desistir de argumentar, mas ele deu uma última e decisiva cartada, ou argumento, como queiram.
_Senhor, eu sou um degustador profissional, tenho vinte anos de experiência, e nunca, nunca, mas nunca mesmo me enganei com sabores e aromas.
Neste momento, vindo de uma porta lá dos fundos, entra um rapazote de uns dezoito anos aproximadamente, e adverte o pai, o tal que teima em dizer que não usa amendoim no sorvete de creme.
_Ah! Pai! Esqueci de lhe dizer que coloquei amendoim, sem querer no sorvete de creme.
Marlene
Olá, sejam bem vindos ao meu blog! Quero sobretudo tocar-lhes o coração, então não se admirem se quando aqui estiverem, sentirem uma brisa boa a inundar-lhes a alma.
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quarta-feira, 30 de abril de 2014
quinta-feira, 11 de abril de 2013
Trechos
Um pouco do que posto no facebook.
Modéstia
Lá estava num completo entrosamento com seus botões. Eles, os botões, num capricho de lealdade, nunca o ignorava, respondia e respondia as suas imbecis perguntas. Naquele dia estava mais empolgado do que nunca com suas questões filosóficas. Ser ou não ser, ir ou não ir, fazer ou não fazer. Diga-me então, por que sou assim tão indispensável? por que sou tão bom no que faço? será mesmo que não há ninguém que me supere? que tenha pelo menos o meu nível de inteligência? E os botões alí ouvindo, deveras admirado com o entusiasmo e amor narcisista de seu senhor. Ah sim ninguém o supera, respondia os botões, o senhor é indispensável e não existe ninguém tão inteligente. E somente no pensamento e falando também com seus botões, os botões acrescentavam em tom de ironia, e também não existe alguém assim..., assim, ... tão modesto. E ainda os botões com seus botões fazia mais uma observação. Dai-me paciência, só eu mesmo para aturar este senhor, só eu e mais ninguém, não poderia ser outro, ninguém o entenderia melhor, ninguém alimentaria o seu ego tão bem quanto eu, eu realmente sou o cara, a paciência em pessoa, sou o maior diretor das caminhadas de auto confiança, sou um guia perfeito, eu sou insubistituível.
E assim eram os diálogos, senhor e seus botões, cada um com seus admiráveis conceitos sobre si mesmos, um par perfeito, num mundo e no meio de tantas imperfeições.
Marlene
Abraços!
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